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Evento aborda normas de contabilidade

CAMPINAS - Os Internacional Financial Reporting Standards (IFRS) - demonstração de resultados consolidada das empresas que segue um padrão internacional - serão o tema abordado hoje através do grupo de estudos da Controladoria do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), seccional Campinas. O debate "Um caminho sem volta às normas internacionais de contabilidade -IFRS", ocorre às 19h, no Hotel New Port, em Campinas.

http://www.torocpa.com/images/Contabilidade-Orlando.pngA partir de 2010 o Brasil será o grande primeiro país das Américas a implantar os IFRS. A Europa foi a pioneira a solicitar que as empresas preparassem suas demonstrações através dos IFRS a partir de 2005. No mesmo ano também adotaram as novas normas a África do Sul e a Austrália. O Chile as está implantando a partir deste ano, o Canadá, a partir de 2011, o México, em 2012 e os Estados Unidos, provavelmente a partir de 2014.

Os palestrantes serão Regina Maria Biglia, que é coordenadora do grupo de estudos da controladoria do Ibef Campinas, e Paulo de Tarso Pereira, associado do Ibef Campinas. Ele diz que a ideia é abordar os desafios com relação à implantação dos IFRS em 2010 e falar também sobre a Lei número 11.628, a nova Lei das SA, que prevê a implantação dos IFRS.


Juro do cartão continua alto


Taxas não acompanham queda na Selic e falta de competição prejudica o consumidor, diz analista



O cartão de crédito é a única entre as modalidades mais comuns de crédito para pessoa física que, desde o início do ano, não baixou as suas taxas ao consumidor. Pelo contrário, em fevereiro ela aumentou 1,1% e se manteve estável desde então, enquanto a média geral do crédito caiu 4,1% no semestre, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Nenhuma das linhas, no entanto, abaixou suas taxas na mesma proporção que o Banco Central derrubou a taxa básica (Selic), de 13,75% para 9,25% ao ano, o que representa um corte de 32,7%. Se tivesse acompanhado a Selic, por exemplo, hoje a taxa média de cartão de crédito estaria em 7,2% ao mês, mas ela permanece em mais de 10,68% mensais.

O vice-presidente da Anefac, Miguel Oliveira, afirma que não há critério técnico que justifique um comportamento diferenciado da manutenção em alta do custo do cartão de crédito. “O que explica é a falta de competição neste segmento, no qual o excesso de concentração e a falta de regulação deixam as empresas livres para praticar qualquer preço”, avalia. Um estudo de 2007 do Banco Central aponta que o volume nacional de transações com cartões de crédito e débito quase triplicou em um período de cinco anos, com apenas duas bandeiras – Visa e Mastercard – respondendo por mais de 90% das transações. “Para o consumidor não adianta
mudar de bandeira, porque o custo será o mesmo”, destaca Oliveira.

Enquanto as medidas para regulamentar o setor não chegam, o consumidor deve ter muita disciplina para não perder o controle das compras – especialmente quando ele acumula muitos cartões, como o servidor público Giovani Santos Vieira, de 41 anos. Ele conta que foram compras cotidianas, como as de supermercado, que foram aumentando a sua dívida. “Eram vários cartões, de diferentes operadoras. Isso complicou bastante, porque você perde o controle de onde está gastando o dinheiro”, diz. Há aproximadamente um ano ele está pagando as dívidas adquiridas, e hoje está próximo de liquidá-las completamente. Mas a experiência fez com que se afastasse das compras a crédito.

Bola de neve

Possuir muitos cartões de crédito também causou problemas para o estudante Wilson Bernardelli, de 22 anos. Ele diz que, aos 18, já tinha quatro cartões em seu nome. O problema começou em um período de dificuldades financeiras, no qual ele e sua família recorreram ao crédito rotativo e acabaram entrando na bola de neve. “Um cartão vencia, eu pagava com outro, pois não tinha outro jeito. E os juros eram absurdos”, diz. A dívida acabou motivando a venda da casa da família, que hoje mora em um apartamento menor.

Novo diretor do Detran Acre assume hoje comando do órgão

20 de julho de 2009

Fonte: Simone Morais - Do Portal Amazônia no Acre



RIO BRANCO - O contador e professor Reginaldo Prates deixa cargo de diretor administrativo no Ministério Público do Estado e assume, na tarde de hoje (20), a direção geral do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC).

Prates é especialista em auditoria fiscal e tributária, foi membro da câmara de fiscalização e ética da profissão contábil do Conselho Federal de Contabilidade.

Ele será empossado pelo governador Binho Marques na sede do gabinete civil. (SM)

Leis contábeis: discussões e mudanças

Discussões internacionais podem resultar em mudanças e afetar a contabilidade brasileira novamente


20/07/2009 - Daniel Maranhão* / Fernando Radaich de Medeiros*

No momento em que as empresas brasileiras se preparam para a convergência aos padrões internacionais de contabilidade - IFRS - e tentam entender o que mudará em seus balanços, tem início uma queda de braço entre a União Europeia, por meio do IASB (International Accounting Standards Board), e os Estados Unidos, com o FASB (Financial Accounting Standards Board), que pode resultar em mudanças e afetar a contabilidade brasileira novamente.

O IFRS foi adotado na União Europeia em 2005, sendo que desde 2003 até a sua implantação houve discussões sobre o tema, mas não foi registrada nenhuma alteração nos padrões. Isso aconteceu para facilitar a implantação do IFRS na região. Em 2008, os Estados Unidos anunciaram que iriam adotar o IFRS a partir de 2011 para emissores de ações e, entre 2014 e 2016, todas as empresas teriam de fazer seus balanços de acordo com essas regras. De 2011 até 2017, os Estados Unidos têm uma ampla agenda para sua implementação que prevê, por exemplo, treinamento de professores e de empresas, mudança de cursos de contabilidade etc. E, neste período, da mesma forma que na Europa, não haverá alterações relevantes no IFRS.

Enquanto isso, no Brasil, a decisão de adotar o padrão internacional para as companhias abertas foi tomada em 2007, sendo que em 2010 ele já deverá ser aplicado (comparativamente com 2009). Dessa forma, as discussões entre o IASB e o FASB estão gerando alterações e, consequentemente, trazendo maior complexidade à sua implementação no Brasil. Caso as mudanças propostas sejam aprovadas (algumas já foram), os brasileiros terão de reaprender assuntos que ainda estão aprendendo.

Há pouco mais de um mês, por exemplo, teve início a discussão sobre o reconhecimento de receitas das incorporadoras imobiliárias. Pelo IFRS, essas empresas deverão reconhecer as receitas, de um modo geral, apenas no momento em que entregarem as chaves dos imóveis aos novos proprietários, e isso, sem dúvida, irá afetar profundamente os resultados financeiros das companhias desse setor. O USGAAP (prática contábil americana), por sua vez, funciona como usualmente era feito no Brasil até agora: as receitas são reconhecidas de acordo com o andamento da obra. As discussões começaram no dia 10 de fevereiro e as primeiras conclusões devem ser anunciadas neste mês de julho em audiência pública. Essa não será a única discussão. Outros temas vêm sendo debatidos entre Europa e Estados Unidos, sempre em conversações com os setores interessados.

Para se ter noção das alterações recentes aprovadas pelo IASB, companhias da Europa, da Austrália e da Nova Zelândia, que usam o IFRS desde 2005, pediram várias mudanças que serão implementadas este ano. Os países do G-20 também solicitaram alterações no padrão internacional de contabilidade. À medida que os países adotam o padrão, novas discussões começam.

É certo que a uniformização das normas de contabilidade trará benefícios imensos, uma vez que será possível para os investidores entenderem os balanços de todos os países. É inegável também que nós, brasileiros, teremos ainda um longo caminho a percorrer e que estamos bem no meio do fogo cruzado. Por isso, entender e acompanhar tudo o que vem mudando no IFRS é essencial, tanto para as empresas quanto para as auditorias e o mercado. É necessário treinamento constante, acesso imediato às mudanças, análise do material e conhecimento da língua inglesa para nos mantermos atualizados. É fundamental participarmos das audiências públicas que vêm sendo promovidas pelo IASB e pelo FASB para defendermos nossos interesses, pois fazemos parte do G-20.

* Daniel Maranhão é sócio da Terco Grant Thornton e responsável pela área de práticas internacionais de contabilidade
* Fernando Radaich de Medeiros é diretor e atua na área de auditoria

USP confirma três casos da nova gripe mas não suspende aulas

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), e a Faculdade Cásper Líbero, ambas em São Paulo, anunciaram nesta quinta-feira (25) terem pessoas ligadas às instituições infectadas pela nova gripe. Na Cásper Líbero, as aulas foram suspensas. A FEA, de acordo com sua assessoria de imprensa, ainda analisa quais atitudes serão tomadas em relação ao caso.

Na faculdade da USP, foram confirmados três casos nesta quinta. Um comunicado da direção foi emitido para notificar alunos, funcionários e professores. A diretoria da FEA informou, em nota, que os alunos do terceiro ano do curso de Economia do período matutino e do terceiro ano de Contabilidade do período noturno devem ficar em casa “em isolamento voluntário por sete dias”.
Na Cásper, foram identificados dois casos da nova gripe entre pessoas ligadas à instituição. Os alunos já foram comunicados da decisão de antecipar as férias. Em nota enviada à imprensa, a Cásper informa que o acesso de alunos e professores às dependências da faculdade está liberado durante as férias, mas a recomendação é evitar o contato de grandes concentrações de pessoas em ambientes fechados.


Os alunos e professores das turmas em que estão matriculados os alunos infectados serão procurados pela faculdade e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 18, DE 2 DE JUNHO DE 2009

DOU 04.06.2009

Divulga taxas de câmbio para fins de elaboração do balanço relativo ao mês de maio de 2009.

A COORDENADORA DE TRIBUTOS SOBRE A RENDA, PATRIMÔNIO E OPERAÇÕES FINANCEIRAS, no uso da competência delegada pelo art. 3º da Portaria Cosit nº 3, de 8 de maio de 2008, e tendo em vista o disposto nos arts. 35 e 37 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, no art. 8º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e nos arts. 375 a 378 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 - Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999), declara:

Art. 1º Para fins de determinação do lucro real, no reconhecimento das variações monetárias decorrentes de atualizações de créditos ou obrigações em moeda estrangeira, quando da elaboração do balanço relativo ao mês de maio de 2009, na apuração do imposto de renda das pessoas jurídicas em geral, serão utilizadas as taxas de compra e de venda disponíveis no Sistema de Informações Banco Central (Sisbacen), em 29 de maio de 2009.

Art. 2º As cotações das principais moedas a serem utilizadas nas condições do art. 1º deste Ato Declaratório Executivo são:
Maio/2009

Código Moeda Cotação Compra R$ Cotação Venda R$

220 Dólar dos Estados Unidos 1,97220 1,97300

978 Euro 2,78770 2,78935

425 Franco Suíço 1,84680 1,84807

470 Iene Japonês 0,020723 0,020734

540 Libra Esterlina 3,18282 3,18509



CLAUDIA LUCIA PIMENTEL MARTINS DA SILVA

Cada vereador custa R$ 24 mil mensais aos cofres de Uberaba


Um salário respeitável. Enquanto a grande maioria dos brasileiros recebe o salário mínimo, no valor de R$ 465, nossos políticos recebem um salário considerável.
Os R$ 465 não dão para suprir o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Mas, enquanto a população sofre para cumprir seus compromissos, os políticos têm uma boa remuneração, além de ajuda, como a verba de gabinete ou indenizatória.
Um exemplo é a remuneração dos vereadores de Uberaba, que têm à disposição um pacote de privilégios. O salário de cada um dos 14 vereadores é de R$ 7.430,44. Além disso, podem gastar mensalmente até R$ 16 mil com a verba de gabinete, que prevê despesas com contratação de assessores, e despesas com material de escritório e demais despesas de escritório.
Sem dizer que cada vereador tem valor de diária de viagem fixado em R$ 400. Neste caso, eles devem prestar contas, em relatório, que tem de ser aprovado
pela Câmara. Se houver sobras, o vereador-viajante tem de devolver aos cofres públicos.
No total, cada vereador pode custar mensalmente aos cofres públicos cerca de R$ 24 mil, sem dizer que o subsídio do presidente da Câmara é maior. Por direito, o presidente recebe 2/3 a mais que o salário do vereador, o que significa que seu salário é de R$ 12.384,06, além dos R$ 16 mil com a verba de gabinete e a diária de viagem, se necessário.
Os parlamentares uberabenses reúnem-se oito vezes por mês, de segunda às quartas-feiras, e as reuniões não podem ultrapassar o dia 21 de cada mês. Como recebem R$ 23.430,44 por mês, sendo R$ 7.430,44 de subsídios e R$ 16 mil de verba de gabinete, por sessão eles embolsam pouco mais de R$ 2.900, numa conta simplista.
Na sessão de amanhã, por exemplo, haverá homenagem especial pelos 20 anos de fundação da Dinâmica Contabilidade, seguida de leitura, discussão e votação da ata da reunião ordinária do dia 05/05/09; votação das moções e apresentação e votação dos requerimentos de concessão de honra ao mérito e dos demais requerimentos e indicações. Nenhum projeto está na pauta.
As contas da Casa são auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e pelo controle interno do Legislativo.

Administração municipal - Já o prefeito de Uberaba recebe R$ 16.853,26, enquanto o vice-prefeito, R$11.235,50. O salário dos secretários é o mesmo dos vereadores, ou seja, R$ 7.430,44.
A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas ninguém atendeu ao telefone.