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Empresas terão 2010 para adotar normas para a transparência e governança corporativa

Nos últimos anos as empresas brasileiras vivem um novo cenário na governança corporativa, que envolve o SPED, a Nota Fiscal Eletrônica e a adequação das novas normas internacionais de contabilidade baseada no International Financial Reporting Standards (IFRS), incluindo as novas regras para as informações sobre o patrimônio (ativo não circulante) no balanço das empresas.

Este cenário vai além da necessidade do Fisco em buscar alternativas tecnológicas para o aumento da fiscalização dos tributos. As novas regras contábeis também sinalizam para um novo estágio do nível de transparência e governança corporativa e as empresas têm o ano de 2010 para adequarem a sua gestão às estas novas regras.

Para os analistas e consultores da Sispro, empresa de TI provedora de sistemas e serviços para a administração de negócios, o ano novo será muito movimentado para os profissionais responsáveis pela administração e contabilidade das empresas e indica que será o momento quando todas as empresas avançarem rumo à adequação de sua gestão à nova realidade.

“Vale lembrar que não são apenas as grandes empresas que precisam adotar esta filosofia. Os profissionais que atuam nas médias e pequenas companhias também precisam se atualizar”, destaca Sidinei Neri, coordenador de consultoria da Sispro.

Para Neri, a contabilidade brasileira está dando um grande passo a partir da adesão do Brasil ao IFRS e o ano de 2010 será o melhor momento para se ajustar os processos administrativos, adequar controles e para atualizar softwares para o atendimento das novas regras de contabilidade internacional. “As empresas que possuem uma conduta mais reservada estão tendo maior dificuldade para se
adaptarem”, informa ele.

Para entender como o processo de adequação no Brasil está evoluindo, o consultor da Sispro explica que a primeira fase para a adequação das empresas ao IFRS começou em 2008, “com a conscientização das organizações, incluindo a avaliação dos impactos contábeis a partir da implantação do IFRS, que está demandando uma tarefa importante neste processo: o treinamento de pessoas para atuarem neste novo cenário”, explica.

Neri comenta também que o ano de 2009 pode ser chamado de “período de transição ao IFRS”, pois foi o ano que tiveram início as implementações, a preparação do balanço de abertura, a elaboração das primeiras demonstrações baseadas no IFRS, e também foram efetuados os procedimentos de auditoria e também a adaptação dos sistemas de informação às novas regras.

Para o ano de 2010 o foco será a transição ao IFRS envolvendo processos de auditoria, incluindo as primeiras demonstrações financeiras comparativas às normas internacionais. O ano seguinte, 2011, será o prazo para a apresentação das demonstrações anuais baseadas nas normas IFRS, tendo assim a sustentabilidade das informações adequadas ao IFRS.

Por sua vez, Lourival Vieira, diretor da Sispro e responsável pelas ações de Marketing da companhia para a adequação ao IFRS, todo este processo movimenta as empresas para a transparência da governança corporativa, elevando o nível de consciência para modo adequado de administração da contabilidade das companhias brasileiras, independente de seu porte, incluindo a adequação do Patrimônio (ativo não circulante), o envio do SPED e a adoção da NF-e.

Mas, para o executivo, os últimos prazos para o SPED e NF-e mostraram que grande parte das empresas deixou para a última hora o ajuste de seus sistemas e procedimentos, o que resultou na entrega dos documentos fiscais na última hora e, em muitos casos, fora do prazo.

“As empresas não devem perder tempo e necessitam estar atentas aos prazos. É comum deixar as coisas importantes para a última hora, mas nem sempre isso dá certo”, destaca o executivo. “Quando uma tarefa envolve a mudança de cultura, ajustes de sistemas de TI, levantamento de informações, auditoria, o tempo pode ser amigo ou inimigo. Portanto, os empresários e os profissionais responsáveis pela contabilidade e pela TI devem estar atentos”, reforça Vieira.

Sidinei Neri lembra também, para facilitar o entendimento das empresas, que a instrução número 457/07 da Comissão de Valores Mobiliários determina que as companhias de capital aberto, a partir do exercício findo em 2010 apresentem suas demonstrações financeiras consolidadas, adotando o padrão contábil internacional, e que o Banco Central do Brasil emitiu o Comunicado 14.259/06, exigindo que as demonstrações de instituições financeiras sejam preparadas com base no IFRS a partir de 2010.

“A Lei nº 11.638/07 também foi criada para acelerar o processo de convergência entre as práticas contábeis adotadas no Brasil e o IFRS. Ou seja, a contabilidade brasileira dá um grande passo rumo a globalização contábil. Com a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) para ser responsável pela harmonia das normas internacionais do IFRS no Brasil, prevemos que o próximo ano será muito movimentado, inclusive com a emissão de novas regras que permitam normatizar e facilitar a adequação às novas regras baseadas na IFRS”, acrescenta Neri.

Baixa renda se sente confortável no uso do cartão de crédito, revela pesquisa

Na classe C, 52,3% disseram que se sentem muito confortáveis ou apenas confortáveis no uso do plástico

InfoMoney

27 novembro 2009

SÃO PAULO - A maioria da população de classe baixa se sente confortável no uso do cartão de crédito, revelou uma pesquisa realizada pelo Data Popular.
Na classe C, 52,3% disseram que se sentem muito confortáveis ou apenas confortáveis no uso do plástico, mesma resposta dada por 45,1% da classe D e por 48,8% da classe E.
O estudo diz que o cartão de crédito é sinônimo de credibilidade e, por isso, os consumidores se sentem confortáveis em usá-los.
Financeira
O cartão ainda se dissemina entre as classes de menor renda porque, com ele, é possível ter acesso a crédito sem ter de fazer um pedido a uma financeira, o que desagrada esta população.
Na classe C, 78,4% das pessoas se sentem desconfortáveis ou muito desconfortáveis ao pedir dinheiro para uma financeira, ante 80,8% na classe C e 82,8% na E.
Os dados mostram que, na percepção dos brasileiros de menor poder aquisitivo, as financeiras têm os juros mais altos do mercado.
Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros ao mês do empréstimo pessoal foi de 5,06% em outubro, ante 10,68% do cartão de crédito, a maior registrada.

Conselho de Contabilidade habilita 50 novos profissionais

DCerca de 50 novos profissionais receberam, nesta sexta-feira (30), a habilitação profissional do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRCMT), durante evento realizado no auditório Luzia Guimarães, na sede da autarquia. A cerimônia sucedeu a reunião plenária e contou com a participação da diretoria do Conselho. “Para nós, é uma grande satisfação receber novos colegas de trabalho. O Conselho passa a ser, a partir de hoje, a casa de vocês”, afirmou o presidente do CRCMT, Jorge Assef Filho.

Para o contabilista, apesar da crise mundial, o mercado passa por um período de grande expansão. “Esta é uma das profissões que mais cresce, pois não existe uma empresa bem administrada sem um bom contabilista”. Antes da entrega das habilitações, Jorge Assef Filho

Digite aqui o lembrou da importância da formação continuada. “Nossa legislação muda sempre, seja com a edição de novas leis, medidas provisórias ou resoluções. Um profissional atuante e atento às mudanças é sempre um diferencial no mercado”, complementou.

O conselheiro Anderson Sampaio, que também participou do evento, lembrou alguns dos deveres dos novos profissionais a partir de agora. “O Código de Ética passa a ser o livro de cabeceira de vocês. Estejam sempre atentos ao que está escrito lá”, recomendou. Na ocasião, o conselheiro aproveitou para divulgar o site da autarquia (www.crcmt.org.br). “Lá vocês encontrarão as notícias, informações sobre eventos, textos, legislação atualizada e novas resoluções”, complementou.

Os recém-habilitados aprovaram a iniciativa do Conselho. “Percebi que a sede do CRCMT é bem estruturada, organizada. Isso valoriza o profissional, tanto os antigos quanto os novos, como é o meu caso”, salientou Carla Graciele Batista. “É uma honra muito grande ser agora um contabilista habilitado. Pretendo evoluir mais com a ajuda do Conselho”, finalizou Eduardo Raimundo Correia.

Área contábil concentra profissionais com idade superior a 30 anos

A área contábil concentra profissionais com idade superior aos 30 anos, revelou pesquisa realizada pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade).

De acordo com os dados, grande parte (44,1%) dos contabilistas do País possui entre 31 e 49 anos de idade. Há ainda os profissionais mais experientes, uma vez que 32% dos contabilistas entrevistados estão na faixa etária dos 50 a 59 anos. Outros 19,2% possuem mais de 59 anos de idade.

Os dados fazem parte da pesquisa "Perfil do Contabilista Brasileiro", realizada com cerca de 20 mil profissionais de contabilidade (contadores e técnicos) de todo o País, no período entre 1º de dezembro do ano passado e 30 de março de 2009.

A pesquisa constatou ainda que a maioria (70,5%) dos contabilistas exerce a profissão há mais de 15 anos. Apenas em Amazonas, Rondônia e Roraima, grande parte dos profissionais atua no mercado entre cinco e dez anos.

Homens predominam

O contabilista brasileiro é, em sua maioria, homem, uma vez que eles representam 74,6% do total de profissionais no mercado de trabalho.

Entretanto, vale destacar que a participação feminina está crescendo significativamente nos últimos anos. Mesmo assim, em nenhum estado o número de contabilistas mulheres ultrapassa o dos
homens.

No Amazonas, há um certo equilíbrio, já que 53,6% dos contabilistas são homens e 46,4% são mulheres. Outro estado em que a diferença não é tão acentuada é no Pará, onde 55,9% dos profissionais são homens e 44,1% são mulheres.

Escolaridade e salários

Com relação ao nível de escolaridade, a pesquisa revelou que 60,9% dos contabilistas concluíram o ensino superior e o restante possui formação técnica.

Entre os profissionais com graduação, 18,1% revelaram que são pós-graduados. Já 1,6% foi além e fez mestrado e apenas 0,2% possui doutorado.

Quanto à média salarial do contabilista, grande parte deles (27,6%) recebe entre R$ 2,1 mil e R$ 4,2 mil. Outros 24,3% dos profissionais consultados disseram que possuem salários entre R$ 4,2 mil e R$ 8,4 mil.

Pesquisa do Conselho Federal de Contabilidade comprova que homens ainda são a maioria na profissão

Estudo mostra que 74,6% são homens, enquanto que 25,4% são mulheres. O levantamento também apresenta faixa etária, tempo de exercício da profissão, escolaridade e outros aspectos da Classe Contábil brasileira.

Passados 15 anos desde o último levantamento, o Conselho Federal de Contabilidade – CFC acaba de lançar a pesquisa “Perfil do Contabilista Brasileiro”, realizada entre 1º de dezembro de 2008 e 30 de março de 2009. De abrangência nacional, o estudo revela uma série de aspectos relevantes da Classe Contábil brasileira, que inclui a situação sócio-econômico, profissional, cultural e político-classista. Realizado pela empresa Zaytec Brasil Serviço de Pesquisa foram ouvidos 19.918 profissionais de Contabilidade - entre contadores e técnicos.

Entre os dados mais relevantes foi registrado que a maior parte do grupo ainda é formada por pessoas do sexo masculino com 74,6%, enquanto que 25,4% são mulheres, apesar da participação feminina ter crescimento significativamente nos últimos anos. Em nenhum estado, a quantidade de contabilistas mulheres supera a de homens, apenas em dois estados existe uma aproximação, Amazonas com 53,6% de homens e 46,4% de mulheres e Pará com 55,9% de homens e 44,1% de mulheres. A menor participação de contabilistas do sexo feminino foi
registrada em Santa Catarina com 88,7% de homens e 11,3% de mulheres.

Faixa etária e tempo de atuação - O estudo também levantou a faixa etária dos profissionais e mostra que a maioria dos contabilistas brasileiros, representado por 44,1% possui de 31 a 49 anos de idade, enquanto o restante está distribuído em 32,0%, na faixa de 50 a 59 anos; 19,2%, acima de 59 anos. A exceção fica por conta dos estados de Alagoas, Amapá, Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina, onde a maioria possui entre 50 e 59 anos. Outro dado interessante revelado na pesquisa é que mais de dois terços dos contabilistas, 70,5% exercem a profissão há mais de 15 anos e apenas no Amazonas, Rondônia e Roraima existe leve predominância de profissionais com tempo de experiência entre cinco e dez anos.

Quanto a escolaridade, 60,9% dos contabilistas têm curso superior e 38,8%, curso técnico, sendo que dos que têm formação superior, 18,1% são pós-graduados; 1,6%, mestres e 0,2%, doutores. No quesito rendimento mensal, a maioria dos contabilistas brasileiros, 27,6% ganha entre R$ 2,1 mil a R$ 4,2 mil e, outra parte bastante significativa, 24,3%, ganha entre R$ 4,2 mil e R$ 8,4 mil.

Pesquisa anterior - A primeira pesquisa para definir o perfil do profissional contabilista foi realizada entre os anos de 1995 e 1996, quando registrou pouco mais de 300 mil profissionais registrados no País. Atualmente o número passa dos 407 mil. Entre as maiores variações dos últimos anos estão os recebimentos salariais. Na época, as faixas de renda eram lideradas por 15,70% dos profissionais com salários que variavam de R$ 1,4 mil a 2,1 mil, seguido por 14,54% com recebimentos acima de R$ 4 mil e, posteriormente, 13,83% quem ganhava entre R$ 1 mil e R$ 1,4 mil.

Juro do cartão continua alto


Taxas não acompanham queda na Selic e falta de competição prejudica o consumidor, diz analista



O cartão de crédito é a única entre as modalidades mais comuns de crédito para pessoa física que, desde o início do ano, não baixou as suas taxas ao consumidor. Pelo contrário, em fevereiro ela aumentou 1,1% e se manteve estável desde então, enquanto a média geral do crédito caiu 4,1% no semestre, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Nenhuma das linhas, no entanto, abaixou suas taxas na mesma proporção que o Banco Central derrubou a taxa básica (Selic), de 13,75% para 9,25% ao ano, o que representa um corte de 32,7%. Se tivesse acompanhado a Selic, por exemplo, hoje a taxa média de cartão de crédito estaria em 7,2% ao mês, mas ela permanece em mais de 10,68% mensais.

O vice-presidente da Anefac, Miguel Oliveira, afirma que não há critério técnico que justifique um comportamento diferenciado da manutenção em alta do custo do cartão de crédito. “O que explica é a falta de competição neste segmento, no qual o excesso de concentração e a falta de regulação deixam as empresas livres para praticar qualquer preço”, avalia. Um estudo de 2007 do Banco Central aponta que o volume nacional de transações com cartões de crédito e débito quase triplicou em um período de cinco anos, com apenas duas bandeiras – Visa e Mastercard – respondendo por mais de 90% das transações. “Para o consumidor não adianta
mudar de bandeira, porque o custo será o mesmo”, destaca Oliveira.

Enquanto as medidas para regulamentar o setor não chegam, o consumidor deve ter muita disciplina para não perder o controle das compras – especialmente quando ele acumula muitos cartões, como o servidor público Giovani Santos Vieira, de 41 anos. Ele conta que foram compras cotidianas, como as de supermercado, que foram aumentando a sua dívida. “Eram vários cartões, de diferentes operadoras. Isso complicou bastante, porque você perde o controle de onde está gastando o dinheiro”, diz. Há aproximadamente um ano ele está pagando as dívidas adquiridas, e hoje está próximo de liquidá-las completamente. Mas a experiência fez com que se afastasse das compras a crédito.

Bola de neve

Possuir muitos cartões de crédito também causou problemas para o estudante Wilson Bernardelli, de 22 anos. Ele diz que, aos 18, já tinha quatro cartões em seu nome. O problema começou em um período de dificuldades financeiras, no qual ele e sua família recorreram ao crédito rotativo e acabaram entrando na bola de neve. “Um cartão vencia, eu pagava com outro, pois não tinha outro jeito. E os juros eram absurdos”, diz. A dívida acabou motivando a venda da casa da família, que hoje mora em um apartamento menor.

Novo diretor do Detran Acre assume hoje comando do órgão

20 de julho de 2009

Fonte: Simone Morais - Do Portal Amazônia no Acre



RIO BRANCO - O contador e professor Reginaldo Prates deixa cargo de diretor administrativo no Ministério Público do Estado e assume, na tarde de hoje (20), a direção geral do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC).

Prates é especialista em auditoria fiscal e tributária, foi membro da câmara de fiscalização e ética da profissão contábil do Conselho Federal de Contabilidade.

Ele será empossado pelo governador Binho Marques na sede do gabinete civil. (SM)

USP confirma três casos da nova gripe mas não suspende aulas

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), e a Faculdade Cásper Líbero, ambas em São Paulo, anunciaram nesta quinta-feira (25) terem pessoas ligadas às instituições infectadas pela nova gripe. Na Cásper Líbero, as aulas foram suspensas. A FEA, de acordo com sua assessoria de imprensa, ainda analisa quais atitudes serão tomadas em relação ao caso.

Na faculdade da USP, foram confirmados três casos nesta quinta. Um comunicado da direção foi emitido para notificar alunos, funcionários e professores. A diretoria da FEA informou, em nota, que os alunos do terceiro ano do curso de Economia do período matutino e do terceiro ano de Contabilidade do período noturno devem ficar em casa “em isolamento voluntário por sete dias”.
Na Cásper, foram identificados dois casos da nova gripe entre pessoas ligadas à instituição. Os alunos já foram comunicados da decisão de antecipar as férias. Em nota enviada à imprensa, a Cásper informa que o acesso de alunos e professores às dependências da faculdade está liberado durante as férias, mas a recomendação é evitar o contato de grandes concentrações de pessoas em ambientes fechados.


Os alunos e professores das turmas em que estão matriculados os alunos infectados serão procurados pela faculdade e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Cada vereador custa R$ 24 mil mensais aos cofres de Uberaba


Um salário respeitável. Enquanto a grande maioria dos brasileiros recebe o salário mínimo, no valor de R$ 465, nossos políticos recebem um salário considerável.
Os R$ 465 não dão para suprir o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Mas, enquanto a população sofre para cumprir seus compromissos, os políticos têm uma boa remuneração, além de ajuda, como a verba de gabinete ou indenizatória.
Um exemplo é a remuneração dos vereadores de Uberaba, que têm à disposição um pacote de privilégios. O salário de cada um dos 14 vereadores é de R$ 7.430,44. Além disso, podem gastar mensalmente até R$ 16 mil com a verba de gabinete, que prevê despesas com contratação de assessores, e despesas com material de escritório e demais despesas de escritório.
Sem dizer que cada vereador tem valor de diária de viagem fixado em R$ 400. Neste caso, eles devem prestar contas, em relatório, que tem de ser aprovado
pela Câmara. Se houver sobras, o vereador-viajante tem de devolver aos cofres públicos.
No total, cada vereador pode custar mensalmente aos cofres públicos cerca de R$ 24 mil, sem dizer que o subsídio do presidente da Câmara é maior. Por direito, o presidente recebe 2/3 a mais que o salário do vereador, o que significa que seu salário é de R$ 12.384,06, além dos R$ 16 mil com a verba de gabinete e a diária de viagem, se necessário.
Os parlamentares uberabenses reúnem-se oito vezes por mês, de segunda às quartas-feiras, e as reuniões não podem ultrapassar o dia 21 de cada mês. Como recebem R$ 23.430,44 por mês, sendo R$ 7.430,44 de subsídios e R$ 16 mil de verba de gabinete, por sessão eles embolsam pouco mais de R$ 2.900, numa conta simplista.
Na sessão de amanhã, por exemplo, haverá homenagem especial pelos 20 anos de fundação da Dinâmica Contabilidade, seguida de leitura, discussão e votação da ata da reunião ordinária do dia 05/05/09; votação das moções e apresentação e votação dos requerimentos de concessão de honra ao mérito e dos demais requerimentos e indicações. Nenhum projeto está na pauta.
As contas da Casa são auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e pelo controle interno do Legislativo.

Administração municipal - Já o prefeito de Uberaba recebe R$ 16.853,26, enquanto o vice-prefeito, R$11.235,50. O salário dos secretários é o mesmo dos vereadores, ou seja, R$ 7.430,44.
A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas ninguém atendeu ao telefone.

Sindicato dos contabilistas empossa nova diretoria


Reunidos na manhã desta quinta feira, 28, nas dependências do Hotel Lagoa Dourada, o Sindicato dos Contabilistas do Extremo Sul da Bahia, Sinconex, empossou a sua nova diretoria para o biênio 2009/2010, em um concorrido café da manhã. O presidente que se despediu das funções, José Roque Batista, passou o posto para o seu sucessor, o contador Gutemberg Pereira, com a certeza de ter cumprido com o seu dever.

“Estive à frente do sindicato por dois anos e senti que estava na hora de passar o cargo, apesar de ter recebido convite para permanecer por mais um biênio”, afirmou Batista que deixa a patente com a consciência tranqüila de ter feito muito pela categoria, como por exemplo, a “Educação Continuada”, como forma de capacitar todos os integrantes da categoria
Já o presidente recém empossado, Gutemberg Pereira, falou da sua satisfação em poder dar continuidade ao trabalho iniciado pelo seu colega Roque, objetivando prosseguir com as inovações que o momento exige, bem como manter um elo de ligação com a clientela que vive hoje no mundo da competitividade, a caminho da contabilidade internacional.”Na verdade, são novos compromissos e novas responsabilidades que estamos assumindo”, disse.

O ouvidor do Conselho de Contabilidade, Wellington Ferraz, saudou a todos os membros presentes em nome da categoria e ainda das entidades e associações ali representadas, pelo coordenador Pedro Izauro e pela Conselheira Maria do Socorro Galdino, afirmando da satisfação em poder estar ao lado de todos os seguimentos da sociedade de Eunápolis e de municípios vizinhos.

Ferraz falou da necessidade em se manter uma sintonia entre a profissão e as diversas mudanças impostas pelo avanço da tecnologia, bem como pela necessidade de se manter um constante Nosso repórter entrevista Antonio Fernando Lima dos Santos – Contador, Auditor e Professor Universitário contato com os investidores que são exigentes, no mundo competitivo em que vivemos, afirmou.

Já para o coordenador do curso de Ciências Contábeis da UnisulBahia, “cabe à faculdade capacitar a pessoa do contador que é este elemento que reúne condições suficientes para dirimir as dúvidas dos empresários e elevar o nome da categoria aos mais distantes pontos, até quem sabe a nível internacional”, disse.

Para o conceituado contador da cidade de Eunápolis, Marcos Moreno Freitas, a categoria tem avançado muito, tendo inclusive motivos de sobra para comemorar, a começar pela instalação de uma unidade da Junta Comercial do Estado da Bahia, JUCEB, o que facilitou bastante a vida dos contadores e empresas de um modo geral. Segundo Marcos, a capacitação dos contadores e a celebração de parcerias só faz deixar a cidade de Eunápolis em uma situação privilegiada, com uma gama muito grande de profissionais capacitados para as diversas funções.



Atuação também da mulher



Representando a participação da mulher no Conselho Regional de Contabilidade, a Maria do Socorro Galdino, falou da satisfação em poder representar a ala feminina, como Conselheira da categoria e pela contribuição das mulheres junto à sociedade, o que também foi confirmado pela sua colega Helenita Porto que representa a mulher contabilista junto à sociedade eunapolitana.

Quem também fez uso da palavra foi a contadora Dôra, que aproveitou a ocasião para salientar a criação de um movimento que eleva a posição da mulher contabilista, com sua contribuição junto à sociedade.

Já para o delegado dos contadores do município de Eunápolis, Rosemberg Amorim, este foi um momento ímpar de confraternização, culminando com a transição de posse do presidente Gutemberg Pereira, salientando ainda que a categoria tem vivido momentos de transformações bastante positivas, como por exemplo, as constantes qualificações que têm contribuído para um melhor engajamento da categoria.

Uma das preocupações de Rosemberg, diz respeito à carga tributária imposta sobre os contribuintes que precisa sempre da presença de um contador como forma de manter um elo de ligação muito forte com as empresas, em busca das melhores diretrizes. Finalmente falou o vice-presidente, Haroldo Azevedo, destacando a pessoa do contador na vida das empresas, o que na verdade seria praticamente impossível, se não fosse a sua presença na vida das empresas, disse.





Fonte: Evandro Lima/ Sul Bahia News

Previsões para a economia espanhola pioram


25.05.2009 - 13h02

Por Paulo Miguel Madeira
Heino Kalis/Reuters

As perspectivas são particularmente negativas para o sector da construção
A Fundação das Caixas de Poupança (Funcas) espanholas
prevê para este ano uma contracção de 3,8 por cento da economia do país, e uma contracção de 1,2 por cento em 2010, o que representa um agravamento das suas anteriores previsões em respectivamente oito décimas e sete décimas.

Estima também que o emprego se reduza em 6,5 por cento este ano e em 2,9 por cento no próximo, fazendo crescer a taxa de desemprego para 18,3 por cento no fim deste ano e 21,1 por cento no próximo, noticia a imprensa espanhola. Isto representará que em 2010 haverá em Espanha cerca de cinco milhões de pessoas querem trabalho e não o encontram.

Esta revisão é justificada com os novos dados entretanto conhecidos e com os dados da Contabilidade Nacional de Espanha no primeiro trimestre, que revelaram uma contracção do PIB de três por cento face a uma não antes e de 1,9 por cento face ao trimestre precedente.

A Funcas adere também à teoria que o trimestre passado pode ter sido “o pior” da actual recessão e adverte para que a intensidade do ajuste no sector imobiliário, os problemas na banca e a recessão mundial “vão atrasar
consideravelmente a saída da crise”.

As suas perspectivas para o sector imobiliário são particularmente negativas, com uma previsão de quedas da construção residencial de 22,9 por cento este ano e 16,3 por cento no próximo. O ajustamento deverá prolongar-se “muito tempo” e a recuperação só deverá recomeçar quando for absorvida a maior parte das casas por vender.

Caça-níqueis e camelôs na contabilidade da mílicia

Só com taxas de ambulantes, bando de Batman faturou R$ 11.890 em duas semanas

POR LESLIE LEITÃO, RIO DE JANEIRO

Rio - A contabilidade apreendida na casa do ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, revela que o líder da milícia Liga da Justiça estaria diversificando seus negócios. Em duas planilhas encontradas por agentes da Missão Suporte da Polícia Civil após a prisão dele, semana passada, em Paciência, o criminoso cita o que seriam os novos empreendimentos dos paramilitares: cobrança de taxas referentes a máquinas, e a barracas de ambulantes. Só dos camelôs teriam extorquido, em duas semanas, R$ 11.890.

As novas descobertas reforçam a suspeita de que o ex-PM já teria entrado no ramo de caça-níqueis. Numa lista de recolhimento de
pagamento, ele cita a palavra ‘máquina’ e escreve ao lado ‘R$ 3 mil’. Seriam 46 equipamentos em bares da região, dos quais 28 não estariam funcionando.

>> FOTOGALERIA: Fotos da apresentação de Batman na Core

A Polícia procura esclarecer a relação de Batman com barracas de ambulantes da Zona Oeste. Numa folha consta o recebimento de R$ 11.890, referente a duas semanas de autorização para que os camelôs montassem suas bancas.



Nas listas há também menção a pelo menos 17 veículos, com as descrições de placas e modelos. A polícia vai investigar que carros são esses, se foram utilizados por integrantes do bando e porque algumas das placas citadas são referentes a veículos de outras marcas. Nas anotações também foram relacionados valores referentes a dois estacionamentos: um com faturamento semanal de R$ 3.815 e outro com a arrecadação de R$ 4.515.

Apesar de apontá-lo como responsável pelo controle das TVs a cabo clandestinas, da distribuição de gás e das negociações de imóveis na Zona Oeste, policiais não encontraram documentos sobre esses negócios na casa do ex-PM.

IR sobre abono

A Receita Federal publica nesta terça-feira instrução normativa reconhecendo que os brasileiros que venderam 10 dias de férias entre 2004 e 2007 têm direito a receber de volta cerca de R$ 2 bilhões no Imposto de Renda recolhido indevidamente sobre o abono pecuniário. Mas não vai ser fácil para o trabalhador botar mão nesse dinheiro. Ele terá de contar com a boa vontade das empresas, que estarão livres para deixar de informar à Receita os valores retidos indevidamente. A mesma instrução normativa que dá o direito ao contribuinte de receber o dinheiro de volta torna facultativa a decisão ao empregador. Se a empresa se recusar, o empregado corre o risco de cair na armadilha do Leão. Explica-se. Como os dados informados na retificação do trabalhador não vão bater com os já informados pela empresa em anos anteriores, ele vai cair na malha fina.

Para embolsar esses valores, o trabalhador vai ter de arcar com todo o serviço. Caberá a ele localizar os recibos de férias e retificar, uma a uma, as declarações de Imposto de Renda originais entregues entre 2005 e 2008. Caso não tenha salvo as declarações no computador e disquete, ele
pode pedir segunda via (apenas em papel) em um Centro de Atendimento do Contribuinte da Receita Federal e digitar os dados novamente. Outra opção é refazer a declaração inteira com base nos documentos da época, contando com a sorte de que o contribuinte guardou todos os documentos dos últimos cinco anos.

Segundo Joaquim Adir, supervisor nacional do Imposto de Renda, na instrução normativa a ser publicada nesta terça-feira a Receita estará facultando às empresas retificarem a Declaração de Imposto Retido na Fonte (Dirf), abrindo mão da penalidade da multa. “Não podemos exigir a retificação da empresa, porque ela já cumpriu suas obrigações acessórias. Mas a Receita espera que a maioria entregue espontaneamente. Quando a empresa entrega a Dirf errada, há uma penalidade. Nesse caso, como a culpa não é da empresa, será sem penalidade”, afirma. A multa pela não entrega da Dirf é de R$ 500, mais R$ 20 a cada grupo de 10 ocorrências de erros.

Diante da possibilidade de que as empresas não aceitem retificar a documentação, o supervisor do IR já acena com novas mudanças. “A Receita não trabalha com hipóteses. Ela está aguardando que as empresas corrijam suas declarações e precisa ter uma ideia do volume de rendimentos que deverão ser entregues. Conforme as pessoas forem entregando suas retificadoras, a Receita vai avaliar isso para depois tomar as decisões”, diz.

“Empresa não faz nada por boa vontade, porque ela já cumpre obrigações demais por força de lei no Brasil”, afirma Janir Adir Moreira, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Tributário (Abradt). Ele lembra que o clima de incerteza gerado pela instrução normativa da Receita pode levar as empresas a atrasarem ou demorarem mais na retificação de suas declarações, prejudicando o trabalhador que vai correr para entregar sua retificadora. “A Receita não pode ter um comportamento que não seja firme, porque uma autoridade fiscal nunca faz sugestão, ela exige ou deixa de exigir o cumprimento de determinada norma”, completa.

Para Lázaro Rosa da Silva, tributarista do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), se a decisão for facultativa para a empresa, “seguramente o cruzamento não vai bater”. “Se o contribuinte fizer a retificação do valor e não houver a correspondência com o valor já informado pela empresa que consta no banco de dados da Receita, ele vai cair na malha fina, sem a menor sombra de dúvida”, afirma. Ele sugere que o problema seria contornado com facilidade criando-se uma tolerância de valores para a diferença que vai aparecer no encontro de contas entre a retificadora apresentada pelo trabalhador e o documento da empresa onde trabalha ou já trabalhou.

Sauro Batista de Almeida, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de Minas Gerais (Sescon-MG) considera que a empresa terá de pagar pelo erro da Receita. “O trabalho que dá para se fazer uma Dirf não é brincadeira, principalmente de empresas que têm muitos funcionários e que são as que mais terão que retificar as informações”, compara.

Receita Federal recebeu 25,5 milhões de declarações de IR 2009

A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (4) que recebeu aproximadamente 25,566 milhões de declarações de ajuste do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2009 (ano-base 2008), até o encerramento do prazo, que foi meia-noite da quinta-feira da semana passada (30 de abril).

O coordenador nacional do programa do IRPF, Joaquim Adir, disse que esse número superou, pela primeira vez nos últimos anos, a expectativa inicial da Receita, que era de receber 25 milhões de declarações até o prazo final.

Na comparação com o número de declarações entregues dentro do prazo em 2008, houve um crescimento de 5,3% já que, até 30 de abril do ano passado, foram entregues 24,3 milhões de declarações.
Por causa disso, Adir afirmou que a expectativa é que este ano haja um número menor de declarações entregues em atraso. A Receita espera que cerca de 500 mil documentos sejam entregues após o prazo final, enquanto, em 2008, esse número foi em torno de um milhão de declarações.

"Houve uma grande divulgação, que na nossa avaliação superou a divulgação de muitos outros anos, e isso de alguma forma estimulou as pessoas a entregarem no prazo", afirmou Adir.

No entanto, quase seis milhões de pessoas deixaram para entregar a declaração nos dois últimos dias de prazo (dias 29 e 30 de abril). Segundo Adir, 2,954 milhões de documentos chegaram à Receita no penúltimo dia, quando foi registrado o maior número de entregas de todo o período de recebimento da declaração. No último dia, até a meia-noite, foram entregues 2,922 milhões.

O coordenador do programa da Receita informou ainda que, para quem entregar a declaração em atraso, a multa mínima é de R$ 165,74 e pode chegar a até 20% do imposto devido. Quem for entregar a declaração original a partir desta segunda ou uma retificadora terá de baixar novamente a versão do programa dno site da Receita Federal.

Contribuinte deve desconfiar de restituições exageradas, diz Receita. Checar registro do profissional também ajuda a identificar fraudes.

Procurar a ajuda de um contador para preencher a declaração do Imposto de Renda deve ser um processo cuidadoso: a confiança e a transparência devem permear a relação entre o contribuinte e o prestador de serviço, alertam especialistas e a própria Receita Federal.

Na semana passada, a Receita e a Polícia Federal apreenderam dezenas de documentos e computadores de um escritório de contabilidade em São Paulo, suspeito de atrair clientes com a promessa de ‘inflar’ o dinheiro da restituição.

Segundo a Receita Federal em São Paulo, há atualmente 12 mil declarações retidas na malha fina em razão de esquemas como esse.

Segundo a assessoria de imprensa da Receita Federal, grande parte desses contribuintes que estão na malha fina pode ter sido
lesada.

Olho nos detalhes

Mas como fazer para evitar golpes e saber identificar uma situação suspeita? De acordo com a Receita, quem procura um contador deve ficar atento a comportamentos típicos: escritórios ou profissionais que fixam preço pelo serviço atrelado ao valor de uma eventual restituição devem ser preteridos.

O mais adequado é que se cobre um valor fixo pelo serviço, recomenda a Receita.

Outra dica é desconfiar de promessas muito ambiciosas, como casos em que se oferece restituição “gorda” mesmo a pessoas que nem têm Imposto de Renda descontado na fonte.

Para o presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo, José Heleno Mariano, é importante verificar se o prestador de serviço é um profissional de verdade.

“Algumas vezes, nem profissionais da contabilidade são. São pessoas que aprendem por aí e conseguem vender seu serviço”, afirma Mariano.

Para não cair na conversa de um falso profissional, a recomendação é que o contribuinte consulte o site do conselho regional de contabilidade e verifique se o prestador de serviço tem um registro profissional ativo.

Além disso, pedir indicações de pessoas que já conheçam o trabalho do contador e conhecer pessoalmente o escritório em que ele atua podem ajudar a fugir de eventuais problemas.

A 20 dias do prazo, só 30% estão em dia com o leão


A vinte dias do prazo final para a entrega da declaração do imposto de renda (30 de abril), apenas 30% dos contribuintes paranaenses encontram-se em dia com a Receita Federal. Com o o ritmo de trabalho nos escritórios de contabilidade é grande nessa época, quem ainda está em débito com o leão deve ser apressar. Segundo os escritórios ouvidos pela reportagem do JE, até o dia 29 serão aceitas declarações, mas os contadores afirmam que não têm como garantir a entrega, dependendo da complexidade da declaração e do número de usuários do site da Receita.
Além disso, o contribuinte precisa pesquisar os preços, pois eles variam muito de bairro para bairro. Pela declaração simplificada foram encontrados escritórios que cobram de R$ 30 a R$ 100.

No Bairro São Braz a declaração, por exemplo, a declaração simplificada pode ser feita por R$ 30. Já no Centro da cidade o preço é de R$ 50 e no Boqueirão foi encontrado o contador que cobra o preço mais caro, R$100.
Horas extras — Em alguns escritórios da cidade, funcionários temporários devem ser contratados nas próximas semanas. “Contrataremos pelo menos mais dois contadores, o movimento é tão grande que os funcionários estão fazendo hora extra desde já”, relata João Carlos do escritório de Contabilidade AGM.
Alguns escritórios de contabilidade garantem que fazem a declaração até cinco dias antes do prazo final , outros afirmam que podem até tentar fazer a declaração até o dia 29. “Aceitamos fazer a declaração até o dia 29 de abril”, ressalta João Carlos.
Já outros não prometem terminar o trabalho. “Fazemos até mais perto o último dia mas não prometemos entregar porque o site da receita fica muito congestionado,” aponta Carlos Gomes que trabalha no departamento pessoal de um escritório de contabilidade.

O prazo para a declaração termina no dia 30 de abril. Apesar disso dados da Receita Federal mostram que 70 % dos paranaenses não declarou o seu imposto de renda. “ Acredito que daqui a duas semanas o movimento fique maior,” afirma a contadora Alessandra Bom.
Receita — O delegado da Receita Federal Vergílio Consetta relata que o movimento de entrega do imposto de renda está equivalente ao do ano passado e que menos da metade dos contribuintes já declaram o imposto de renda. “Até agora (quinta-feira) 30% das pessoas já declaram o imposto de renda.

No Paraná 493.498 contribuintes já fizeram a sua declaração,” aponta o delegado. Segundo a Receita Federal, aqui no Paraná, o número estimado de pessoas para fazer a declaração é de 1.650.000.
Precisa declarar quem ganhou mais de R$ 12.696,00 no ano passado, seja com trabalho assalariado ou não, aposentadoria, aluguéis, pensões, atividade rural ou qualquer outro rendimento tributável, deve fazer a declaração de Imposto de Renda.

A declaração também é obrigatória para quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 40.000,00 participou do quadro societário de empresa, inclusive inativa, ou de cooperativa.

Guerra fiscal do governo Serra preocupa PSDB

Nem só de prévias vive a agenda de preocupações da cúpula do PSDB. Além de administrar a disputa interna entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, pela única vaga de candidato do partido à Presidência da República em 2010, os tucanos ocupam-se agora de proteger o candidato Serra do governador Serra. Motivo: a guerra fiscal travada entre São Paulo e Estados onde os respectivos portos movimentam grande quantidade de produtos importados por paulistas, especialmente o Espírito Santo.

Dirigentes tucanos advertem que, na contabilidade política, o impacto positivo da briga sobre a arrecadação - o aumento estimado é de 1% em um orçamento de R$ 118 bilhões este ano - pode representar um prejuízo eleitoral porcentualmente bem maior. Desde 2001, o recolhimento do ICMS das mercadorias importadas por São Paulo vem sendo feito no local onde se dá a importação. O governo Serra decidiu, no entanto, que o ICMS devido ficará em São Paulo a partir de agora.
O entendimento é o de que, quando uma empresa paulista importa por terceiros, usando serviços de uma trading, por exemplo, o imposto deve ser recolhido ao caixa de São Paulo. Não importa, portanto, por que porto os produtos entram. Os capixabas gritaram, alegando que a novidade é um desastre para os cofres do Estado. “O Espírito Santo pode até se adequar, para que isto seja feito num processo combinado com São Paulo”, pondera o senador Renato Casagrande (PSB-ES), queixoso da atitude “muito arrogante por parte de São Paulo”, que, além de mudar o modelo vigente, resolveu cobrar o passivo. São argumentos como este que assustaram a cúpula do PSDB e levaram o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas a entrar diretamente na negociação com o governo paulista, na condição de tucano, capixaba e serrista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Sadia sabia de tudo",diz ex-diretor sobre perda bilionária

Os acionistas da Sadia decidiram, nesta semana, processar o ex-diretor financeiro Adriano Ferreira pelas perdas da fabricante de alimentos no ano passado. A Sadia teve prejuízo de R$ 2,5 bilhões em 2008, causado basicamente por operações de derivativos cambiais tóxicos. Esse tipo de instrumento financeiro tem perdas ilimitadas no caso de alta do dólar, como aconteceu após setembro.

Ferreira, 39 anos, diz que, maior do que qualquer prejuízo material, o dano moral causado pela Sadia a ele foi gigantesco.

Ele afirma que a empresa sabia, em várias instâncias, de todas as operações e que houve anos nos quais o lucro só foi garantido por operações financeiras. Para ele, a decisão de processá-lo foi tomada para isentar outros gestores da companhia.

Ferreira diz que, provavelmente, processará a Sadia por danos morais, como afirma a seguir.
A Sadia afirmou ontem, por meio de comunicado, que se pronunciará apenas em juízo sobre o processo contra Adriano Ferreira.

FOLHA - A Sadia sabia das operações com derivativos?
ADRIANO FERREIRA - A companhia tem um \"modus operandi\" financeiro muito diferente de uma empresa não financeira. Ela sempre teve vocação financeira, até porque tem uma corretora de valores e uma tesouraria típica. Eu as melhorei e implementei controles, como a área de gestão de riscos. Ao longo dos seis anos nos quais estive lá, todas as operações financeiras, como as de derivativos, eram comuns.

FOLHA - As de derivativos tóxicos também?
FERREIRA - As operações dois para um começaram em meados de 2007. A empresa ficou mais de um ano fazendo essas operações, que tiveram várias auditorias. Quando se fechava uma operação desse tipo, a boleta ia para nossos operadores, para a contabilidade e à controladoria da companhia, que era separada da área financeira. Ia também para a auditoria interna e para o conselho de administração. Pela atipicidade da cultura financeira da empresa, a auditoria independente, a KPMG, tinha uma equipe financeira destacada para auditar a área financeira da Sadia.

FOLHA - Não era uma auditoria de empresa não financeira?
FERREIRA - Havia uma auditoria principal para a área de alimentos, que buscava apoio numa equipe de auditores de bancos, corretoras e instituições financeiras, porque a Sadia tinha uma cultura financeira forte, operava todos os instrumentos disponíveis no mercado. As operações, sejam derivativos ou não, sempre foram contabilizadas, auditadas e aprovadas em várias instâncias. Havia alçadas rigorosamente atendidas e relatórios mensais.

FOLHA - Eles eram detalhados?
FERREIRA - Não havia o nível de detalhamento [de todas as operações] porque não fazia parte da cultura da companhia. Você apresentava resultados que as operações deram, a exposição dessas operações, simultaneamente com apresentações da área de risco. Em 2003, determinou-se que o limite de risco do câmbio era de 20% sobre o patrimônio, equivalente a R$ 600 milhões ou R$ 700 milhões de perda assumida. Só que havia 95% de confiança nessas operações e 5% de risco. Esse \"modus operandi\" era o dia a dia da companhia. Agora, de um dia para outro, dizer que não sabia dessas operações? Como não sabia? Tinha diversas auditorias e formas de controle que eram apresentados todo mês.

FOLHA - O conselho de administração e a presidência executiva sabiam das operações?
FERREIRA - As operações eram apresentadas a eles. Todas foram registradas, auditadas e aprovadas. Quando aconteceu uma crise desse tamanho, não só a Sadia, mas centenas de empresas no Brasil, no México e na Ásia, principalmente, tiveram os mesmos problemas. Quando se faziam essas operações, usavam-se como base cenários e probabilidades que, quando colocados nos modelos [econométricos], era difícil de a perda não compensar seu uso. Tanto é que centenas de empresas os utilizavam.

FOLHA - Por que a área financeira não se reportava à presidência executiva?
FERREIRA - Nos seis anos em que eu estive lá, 60% dos resultados da companhia eram de operações financeiras. Se olhar para trás, o percentual era maior. A empresa só teve lucro em alguns anos por causa da área financeira. Até o primeiro semestre de 2008, 80% dos lucros vieram dessas operações específicas. A estrutura de governança da companhia espelhava uma cultura financeira, de uma empresa que tinha uma corretora, que tinha uma tesouraria ativa, que tinha um projeto de criar um banco, que aconteceu. A companhia sempre teve um risco financeiro. A estrutura, quando o presidente-executivo assumiu, em 2004, tinha forma do reporte da diretoria financeira para o conselho [por causa dessa cultura]. Mas contabilidade, controladoria e jurídico, que aprovava as operações, estavam sob a área executiva. Se fechasse uma operação [de derivativo] hoje, no mesmo dia o boleto estava na mão dele [do presidente-executivo].

FOLHA - Qual foi a estratégia da Sadia ao decidir processá-lo sozinho?
FERREIRA - Isentar outros administradores do processo.

FOLHA - O sr. está protegido por um seguro de responsabilidade de administração?
FERREIRA - A Sadia tinha um seguro desse tipo e estou tentando usar. A apólice [das seguradoras] Chubb e Bradesco cobre custos com advogados e, numa eventualidade de eu ser condenado, paga o prejuízo até determinado teto, acho que de US$ 10 milhões. Mas há muitas exclusões na apólice e não está claro que eu vá ter cobertura. Estou muito preocupado. O prejuízo material pode ser grande, mas o moral já me foi causado de forma agressiva.

FOLHA - De quanto pode vir a ser a perda cobrada pela Sadia?
FERREIRA - Estão falando que vão me processar em US$ 2,5 bilhões! Essa é uma ação muito inócua. O maior prejuízo que aconteceu foi para mim. A minha imagem hoje é zero. Meu índice de empregabilidade está zero. Comecei a refazer contatos, falei com \"headhunters\" e é unânime: minha recolocação é muito difícil. Eu era a estrela em ascensão da Sadia, entrei como gerente e, no fim de 2007, além de diretor financeiro, eu recebi a diretoria de desenvolvimento corporativo, criada para cuidar de planejamento estratégico, fusões e aquisições. Também era diretor da holding financeira e cuidava do projeto do banco. Em 2006 e 2007, ganhei prêmios como melhor gestor financeiro do ano. De uma hora para outra, minha imagem vai para o buraco. Isso sim é prejuízo. Tenho 39 anos, um filho de quatro anos e gêmeas que nasceram prematuras, no olho do furacão.

FOLHA - O sr. vai processar a Sadia por danos morais?
FERREIRA - Estamos estudando, mas provavelmente sim. É tão desproporcional e descomunal a diferença de peso das coisas! Parece um tsnunami em cima de mim! Fui eu que avisei o presidente do conselho de administração das perdas na carteira de câmbio, por conta das operações alavancadas. Na véspera de divulgarem o fato relevante, trabalhei até 2h, concluindo uma operação de captação de recursos de quase R$ 800 milhões. Fui demitido pelo jornal no dia seguinte. É triste.



Fonte: Folha ONline

Instituto Médio de Gestão foi aberto em Menongue

O ministro da Educação, Burity da Silva, inaugurou, ontem, em Menongue, no âmbito do programa do Governo de expansão da rede escolar, o primeiro Instituto Médio de Administração e Gestão.
O “Instituto 23 de Março” tem 15 salas de aulas, laboratórios, biblioteca, ginásio, campo multiuso, aéreas administrativas. Mais de 300 alunos vão frequentar este ano lectivo o Instituto Médio de Gestão. Destes 216 vão estar em cursos de formação média, contabilidade, informática e secretariado e 108 em formação básica nas especialidades de auxiliar de contabilidade, operador de informática e assistente de secretariado.
O governador da província, Eusébio de Brito Teixeira, afirmou: “Devemos primar sempre por um ensino de qualidade, dotando os diferentes estabelecimentos de ensino de todas as capacidades técnicas, materiais, financeiras e humanas para que cumpram, de facto, com os objectivos que se propõem a atingir.” Brito Teixeira salientou a estratégia do Governo de expandir o Ensino Superior a todo o país.

Contábeis 45 anos


Será aberta hoje a programação oficial alusiva aos 45 anos do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). A coordenação do curso vai oferecer nesta segunda-feira, às 20h30, um bolo comemorativo (foto) no saguão do bloco 3 da Unisc a todos os alunos e professores do curso. Na última quinta-feira foi lançado o cronograma de atividades comemorativas.

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A programação tem sequência no dia 20, com o início da Semana da Contabilidade Solidária. A atividade em parceria com o Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade de Santa Cruz do Sul (Sincotec) termina no dia 25, em evento na Praça Getúlio Vargas. Haverá plantão tira dúvidas do Imposto de Renda Pessoa Física e o recebimento dos agasalhos arrecadados pelos acadêmicos do curso e profissionais da área contábil
É chique

Na semana passada o presidente Lula disse que, depois de muito se socorrer ao FMI, agora o Brasil é chique ao oferecer dinheiro para o fundo. Para você, o que mais é chique?

Agrônomos

Quarenta agrônomos participaram sexta-feira, em Santa Cruz, do 1º Seminário de Valorização Profissional, realizado na Associação Atlética Souza Cruz pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio Pardo (Aeavarp). Coordenado pela Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul, o evento serviu de preparação para o Congresso Brasileiro de Agronomia, que ocorre em outubro deste ano em Gramado.

Luz

Está prevista para hoje a primeira reunião entre o atual governo de Santa Cruz e a superintendência regional da AES Sul para tratar da dívida de mais de R$ 40 milhões que o município tem com a distribuidora pelo tempo em que a conta de iluminação pública deixou de ser paga. Um dos assuntos que será discutido é a criação da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), que prevê o pagamento da iluminação pública pelos cidadãos junto com a sua fatura de energia.

Motores a mil

Carros “envenenados” e som com potência máxima foram as atrações maiores no Parque da Oktoberfest ontem. O local sediou a primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Som Automotivo, Tuning e Carros Rebaixados. De quebra, os visitantes puderam conferir a tradicional queima de pneus (borrachão), reunindo carros e motos (foto), e ver as últimas novidades para incrementar os automóveis.

Será que sai?

A Corsan anda enrolando até os aliados do governo do Estado em Santa Cruz. Na semana retrasada um grupo de tucanos foi a Porto Alegre e ouviu do presidente da companhia, Mário Freitas, a promessa de que nos próximos dias ele estaria na cidade para lançar os editais de licitação de obras para melhorar o abastecimento. Já se passaram dez dias e até agora nada. Na sexta-feira a informação era de que houve um problema técnico em um edital e que o ato deve ocorrer nesta semana. Será?

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Casos como esse explicam porque a popularidade da governadora Yeda Crusius (PSDB) não decola. Será que é tão complicado assim para a Corsan lançar investimentos em uma cidade que oferece arrecadação de quase R$ 2 milhões por mês? A reposta poderia ser sim se o conjunto de obras previstas fosse algo astronômico. O que não é o caso. Os investimentos prometidos por Freitas totalizarão cerca de R$ 3 milhões.

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Enquanto isso, a comissão interna criada na Prefeitura para avaliar o melhor modelo a ser adotado a partir de dezembro trabalha a pleno. Os vereadores governistas estão convencidos de que a municipalização é o caminho. A oposição deverá lutar pela renovação com a Corsan, mas com um contrato mais rigoroso e que determine investimentos pesados na cidade.