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Guerra fiscal do governo Serra preocupa PSDB

Nem só de prévias vive a agenda de preocupações da cúpula do PSDB. Além de administrar a disputa interna entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, pela única vaga de candidato do partido à Presidência da República em 2010, os tucanos ocupam-se agora de proteger o candidato Serra do governador Serra. Motivo: a guerra fiscal travada entre São Paulo e Estados onde os respectivos portos movimentam grande quantidade de produtos importados por paulistas, especialmente o Espírito Santo.

Dirigentes tucanos advertem que, na contabilidade política, o impacto positivo da briga sobre a arrecadação - o aumento estimado é de 1% em um orçamento de R$ 118 bilhões este ano - pode representar um prejuízo eleitoral porcentualmente bem maior. Desde 2001, o recolhimento do ICMS das mercadorias importadas por São Paulo vem sendo feito no local onde se dá a importação. O governo Serra decidiu, no entanto, que o ICMS devido ficará em São Paulo a partir de agora.
O entendimento é o de que, quando uma empresa paulista importa por terceiros, usando serviços de uma trading, por exemplo, o imposto deve ser recolhido ao caixa de São Paulo. Não importa, portanto, por que porto os produtos entram. Os capixabas gritaram, alegando que a novidade é um desastre para os cofres do Estado. “O Espírito Santo pode até se adequar, para que isto seja feito num processo combinado com São Paulo”, pondera o senador Renato Casagrande (PSB-ES), queixoso da atitude “muito arrogante por parte de São Paulo”, que, além de mudar o modelo vigente, resolveu cobrar o passivo. São argumentos como este que assustaram a cúpula do PSDB e levaram o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas a entrar diretamente na negociação com o governo paulista, na condição de tucano, capixaba e serrista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Sadia sabia de tudo",diz ex-diretor sobre perda bilionária

Os acionistas da Sadia decidiram, nesta semana, processar o ex-diretor financeiro Adriano Ferreira pelas perdas da fabricante de alimentos no ano passado. A Sadia teve prejuízo de R$ 2,5 bilhões em 2008, causado basicamente por operações de derivativos cambiais tóxicos. Esse tipo de instrumento financeiro tem perdas ilimitadas no caso de alta do dólar, como aconteceu após setembro.

Ferreira, 39 anos, diz que, maior do que qualquer prejuízo material, o dano moral causado pela Sadia a ele foi gigantesco.

Ele afirma que a empresa sabia, em várias instâncias, de todas as operações e que houve anos nos quais o lucro só foi garantido por operações financeiras. Para ele, a decisão de processá-lo foi tomada para isentar outros gestores da companhia.

Ferreira diz que, provavelmente, processará a Sadia por danos morais, como afirma a seguir.
A Sadia afirmou ontem, por meio de comunicado, que se pronunciará apenas em juízo sobre o processo contra Adriano Ferreira.

FOLHA - A Sadia sabia das operações com derivativos?
ADRIANO FERREIRA - A companhia tem um \"modus operandi\" financeiro muito diferente de uma empresa não financeira. Ela sempre teve vocação financeira, até porque tem uma corretora de valores e uma tesouraria típica. Eu as melhorei e implementei controles, como a área de gestão de riscos. Ao longo dos seis anos nos quais estive lá, todas as operações financeiras, como as de derivativos, eram comuns.

FOLHA - As de derivativos tóxicos também?
FERREIRA - As operações dois para um começaram em meados de 2007. A empresa ficou mais de um ano fazendo essas operações, que tiveram várias auditorias. Quando se fechava uma operação desse tipo, a boleta ia para nossos operadores, para a contabilidade e à controladoria da companhia, que era separada da área financeira. Ia também para a auditoria interna e para o conselho de administração. Pela atipicidade da cultura financeira da empresa, a auditoria independente, a KPMG, tinha uma equipe financeira destacada para auditar a área financeira da Sadia.

FOLHA - Não era uma auditoria de empresa não financeira?
FERREIRA - Havia uma auditoria principal para a área de alimentos, que buscava apoio numa equipe de auditores de bancos, corretoras e instituições financeiras, porque a Sadia tinha uma cultura financeira forte, operava todos os instrumentos disponíveis no mercado. As operações, sejam derivativos ou não, sempre foram contabilizadas, auditadas e aprovadas em várias instâncias. Havia alçadas rigorosamente atendidas e relatórios mensais.

FOLHA - Eles eram detalhados?
FERREIRA - Não havia o nível de detalhamento [de todas as operações] porque não fazia parte da cultura da companhia. Você apresentava resultados que as operações deram, a exposição dessas operações, simultaneamente com apresentações da área de risco. Em 2003, determinou-se que o limite de risco do câmbio era de 20% sobre o patrimônio, equivalente a R$ 600 milhões ou R$ 700 milhões de perda assumida. Só que havia 95% de confiança nessas operações e 5% de risco. Esse \"modus operandi\" era o dia a dia da companhia. Agora, de um dia para outro, dizer que não sabia dessas operações? Como não sabia? Tinha diversas auditorias e formas de controle que eram apresentados todo mês.

FOLHA - O conselho de administração e a presidência executiva sabiam das operações?
FERREIRA - As operações eram apresentadas a eles. Todas foram registradas, auditadas e aprovadas. Quando aconteceu uma crise desse tamanho, não só a Sadia, mas centenas de empresas no Brasil, no México e na Ásia, principalmente, tiveram os mesmos problemas. Quando se faziam essas operações, usavam-se como base cenários e probabilidades que, quando colocados nos modelos [econométricos], era difícil de a perda não compensar seu uso. Tanto é que centenas de empresas os utilizavam.

FOLHA - Por que a área financeira não se reportava à presidência executiva?
FERREIRA - Nos seis anos em que eu estive lá, 60% dos resultados da companhia eram de operações financeiras. Se olhar para trás, o percentual era maior. A empresa só teve lucro em alguns anos por causa da área financeira. Até o primeiro semestre de 2008, 80% dos lucros vieram dessas operações específicas. A estrutura de governança da companhia espelhava uma cultura financeira, de uma empresa que tinha uma corretora, que tinha uma tesouraria ativa, que tinha um projeto de criar um banco, que aconteceu. A companhia sempre teve um risco financeiro. A estrutura, quando o presidente-executivo assumiu, em 2004, tinha forma do reporte da diretoria financeira para o conselho [por causa dessa cultura]. Mas contabilidade, controladoria e jurídico, que aprovava as operações, estavam sob a área executiva. Se fechasse uma operação [de derivativo] hoje, no mesmo dia o boleto estava na mão dele [do presidente-executivo].

FOLHA - Qual foi a estratégia da Sadia ao decidir processá-lo sozinho?
FERREIRA - Isentar outros administradores do processo.

FOLHA - O sr. está protegido por um seguro de responsabilidade de administração?
FERREIRA - A Sadia tinha um seguro desse tipo e estou tentando usar. A apólice [das seguradoras] Chubb e Bradesco cobre custos com advogados e, numa eventualidade de eu ser condenado, paga o prejuízo até determinado teto, acho que de US$ 10 milhões. Mas há muitas exclusões na apólice e não está claro que eu vá ter cobertura. Estou muito preocupado. O prejuízo material pode ser grande, mas o moral já me foi causado de forma agressiva.

FOLHA - De quanto pode vir a ser a perda cobrada pela Sadia?
FERREIRA - Estão falando que vão me processar em US$ 2,5 bilhões! Essa é uma ação muito inócua. O maior prejuízo que aconteceu foi para mim. A minha imagem hoje é zero. Meu índice de empregabilidade está zero. Comecei a refazer contatos, falei com \"headhunters\" e é unânime: minha recolocação é muito difícil. Eu era a estrela em ascensão da Sadia, entrei como gerente e, no fim de 2007, além de diretor financeiro, eu recebi a diretoria de desenvolvimento corporativo, criada para cuidar de planejamento estratégico, fusões e aquisições. Também era diretor da holding financeira e cuidava do projeto do banco. Em 2006 e 2007, ganhei prêmios como melhor gestor financeiro do ano. De uma hora para outra, minha imagem vai para o buraco. Isso sim é prejuízo. Tenho 39 anos, um filho de quatro anos e gêmeas que nasceram prematuras, no olho do furacão.

FOLHA - O sr. vai processar a Sadia por danos morais?
FERREIRA - Estamos estudando, mas provavelmente sim. É tão desproporcional e descomunal a diferença de peso das coisas! Parece um tsnunami em cima de mim! Fui eu que avisei o presidente do conselho de administração das perdas na carteira de câmbio, por conta das operações alavancadas. Na véspera de divulgarem o fato relevante, trabalhei até 2h, concluindo uma operação de captação de recursos de quase R$ 800 milhões. Fui demitido pelo jornal no dia seguinte. É triste.



Fonte: Folha ONline

Instituto Médio de Gestão foi aberto em Menongue

O ministro da Educação, Burity da Silva, inaugurou, ontem, em Menongue, no âmbito do programa do Governo de expansão da rede escolar, o primeiro Instituto Médio de Administração e Gestão.
O “Instituto 23 de Março” tem 15 salas de aulas, laboratórios, biblioteca, ginásio, campo multiuso, aéreas administrativas. Mais de 300 alunos vão frequentar este ano lectivo o Instituto Médio de Gestão. Destes 216 vão estar em cursos de formação média, contabilidade, informática e secretariado e 108 em formação básica nas especialidades de auxiliar de contabilidade, operador de informática e assistente de secretariado.
O governador da província, Eusébio de Brito Teixeira, afirmou: “Devemos primar sempre por um ensino de qualidade, dotando os diferentes estabelecimentos de ensino de todas as capacidades técnicas, materiais, financeiras e humanas para que cumpram, de facto, com os objectivos que se propõem a atingir.” Brito Teixeira salientou a estratégia do Governo de expandir o Ensino Superior a todo o país.

Contábeis 45 anos


Será aberta hoje a programação oficial alusiva aos 45 anos do curso de Ciências Contábeis da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). A coordenação do curso vai oferecer nesta segunda-feira, às 20h30, um bolo comemorativo (foto) no saguão do bloco 3 da Unisc a todos os alunos e professores do curso. Na última quinta-feira foi lançado o cronograma de atividades comemorativas.

***

A programação tem sequência no dia 20, com o início da Semana da Contabilidade Solidária. A atividade em parceria com o Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade de Santa Cruz do Sul (Sincotec) termina no dia 25, em evento na Praça Getúlio Vargas. Haverá plantão tira dúvidas do Imposto de Renda Pessoa Física e o recebimento dos agasalhos arrecadados pelos acadêmicos do curso e profissionais da área contábil
É chique

Na semana passada o presidente Lula disse que, depois de muito se socorrer ao FMI, agora o Brasil é chique ao oferecer dinheiro para o fundo. Para você, o que mais é chique?

Agrônomos

Quarenta agrônomos participaram sexta-feira, em Santa Cruz, do 1º Seminário de Valorização Profissional, realizado na Associação Atlética Souza Cruz pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio Pardo (Aeavarp). Coordenado pela Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul, o evento serviu de preparação para o Congresso Brasileiro de Agronomia, que ocorre em outubro deste ano em Gramado.

Luz

Está prevista para hoje a primeira reunião entre o atual governo de Santa Cruz e a superintendência regional da AES Sul para tratar da dívida de mais de R$ 40 milhões que o município tem com a distribuidora pelo tempo em que a conta de iluminação pública deixou de ser paga. Um dos assuntos que será discutido é a criação da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), que prevê o pagamento da iluminação pública pelos cidadãos junto com a sua fatura de energia.

Motores a mil

Carros “envenenados” e som com potência máxima foram as atrações maiores no Parque da Oktoberfest ontem. O local sediou a primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Som Automotivo, Tuning e Carros Rebaixados. De quebra, os visitantes puderam conferir a tradicional queima de pneus (borrachão), reunindo carros e motos (foto), e ver as últimas novidades para incrementar os automóveis.

Será que sai?

A Corsan anda enrolando até os aliados do governo do Estado em Santa Cruz. Na semana retrasada um grupo de tucanos foi a Porto Alegre e ouviu do presidente da companhia, Mário Freitas, a promessa de que nos próximos dias ele estaria na cidade para lançar os editais de licitação de obras para melhorar o abastecimento. Já se passaram dez dias e até agora nada. Na sexta-feira a informação era de que houve um problema técnico em um edital e que o ato deve ocorrer nesta semana. Será?

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Casos como esse explicam porque a popularidade da governadora Yeda Crusius (PSDB) não decola. Será que é tão complicado assim para a Corsan lançar investimentos em uma cidade que oferece arrecadação de quase R$ 2 milhões por mês? A reposta poderia ser sim se o conjunto de obras previstas fosse algo astronômico. O que não é o caso. Os investimentos prometidos por Freitas totalizarão cerca de R$ 3 milhões.

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Enquanto isso, a comissão interna criada na Prefeitura para avaliar o melhor modelo a ser adotado a partir de dezembro trabalha a pleno. Os vereadores governistas estão convencidos de que a municipalização é o caminho. A oposição deverá lutar pela renovação com a Corsan, mas com um contrato mais rigoroso e que determine investimentos pesados na cidade.

Nomes de devedores da União estarão na internet a partir de julho

Contribuintes inscritos na dívida ativa da União terão seus dados publicados na internet a partir de 1º de julho, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (2).

"O sigilo fiscal só vale antes da inscrição na dívida ativa (quando o débito ainda está na Receita Federal). O governo entende que está autorizado a divulgar a relação dos devedores da mesma forma que as empresas privadas fazem", explicou o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams.

Na avaliação do procurador, segundo publicado pela Agência Brasil, a divulgação da lista dos devedores facilitará as transações comerciais e as operações de crédito ao reduzir o risco de calote.

Como vai funcionar?
De acordo com as regras, a Procuradoria-Geral da fazenda Nacional divulgará a relação dos devedores, com nome, tipo de
débito e a unidade judicial na qual a dívida está sendo cobrada em sua página na internet (www.pgfn.gov.br).

Os dados serão atualizados mensalmente, mas, segundo Adams, o valor devido por contribuinte não será divulgado. Contudo, será possível ter acesso à quantia devida por meio do número de inscrição na dívida ativa. "De posse desse número, é possível, nas páginas dos tribunais na internet, verificar quanto o contribuinte deve", disse o procurador.

Além disso, o contribuinte que se sentir indevidamente incluído na lista poderá questionar a divulgação do nome por meio da própria página da PGFN na internet. Se a consulta não for respondida em até cinco dias úteis, o nome será retirado da lista até o órgão dar uma resposta definitiva.

Números
Ainda conforme Adams, atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas estão inscritas na dívida ativa da União, o que totaliza R$ 651 bilhões. Esse número já leva em conta o total de 1,156 milhão de contribuintes que tiveram dívidas de até R$ 10 mil perdoadas pelo governo.

O número correto de quantos devedores serão incluídos na lista não foi divulgado. Isso porque quem decidiu parcelar os débitos, questionou a cobrança na Justiça ou apresentou garantias para saldar a quantia devida estará fora da lista.

Receita alerta para golpe na internet em declaração do IR

A Receita Federal do Brasil alerta que a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) continua sendo motivo para golpes na internet e orienta para que o contribuinte não abra nem responda mensagens que cheguem pela caixa postal em nome do órgão. "A Receita não envia e-mails sem autorização nem autoriza parceiros e conveniados a fazê-los em seu nome", acrescenta nota da Receita.

Até as 11 horas de hoje a Receita Federal recebeu mais de 6,5 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física 2009, ano base 2008, o que representa um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa da Receita é de que 25 milhões de contribuintes prestem contas este ano. O prazo de entrega terminará no dia 30 de abril, às 24 horas. Após este prazo, o contribuinte ficará sujeito a multa de R$ 165,74.
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Contribuinte individual pode fazer agendamento na Previdência por telefone ou internet

O agendamento eletrônico para atendimento aos chamados contribuintes individuais da Previdência Social, que antes só era feito pessoalmente nas agências do INSS, já pode ser feito, a partir desta quinta-feira, 2, pelo telefone 135 da Central de Atendimento, ou por página do órgão na internet (www.previdencia.gov.br) .

Esse público soma 8,3 milhões de pessoas. São diretores em empresas rurais ou urbanas, síndicos remunerados, taxistas, vendedores ambulantes, diaristas, pintores, sacerdotes, eletricistas, membros de cooperativas de trabalho e outros profissionais que representam 16,3% dos 51,2 milhões de segurados da Previdência Social.

Eles poderão obter informações sobre vínculos e remunerações, dados cadastrais, detalhes
sobre o recolhimento de contribuições e cadastrar senhas para acesso às informações na base de dados da Previdência Social. Todas as dúvidas dos segurados sobre o trato de assuntos de seu interesse, de acordo com o ministério, podem ser esclarecidas por meio do 135, teclando a opção número 1, para falar com um dos atendentes.

De acordo com a Central de Atendimento, o contribuinte pode encontrar dificuldades para acessar o telefone das 10h às 12h, ou a partir do meio da tarde, por causa do grande número de chamadas. Por isso, nas primeiras horas da manhã ou a partir do final da tarde é mais fácil falar com os atendentes.